A 16ª Edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta que 66.020 pessoas foram vítimas de estupro no Brasil em 2021, com 75,5% das vítimas sendo vulneráveis e incapazes de impedir o ato. A maioria das vítimas de violência sexual (61,3%) tinha até 13 anos e, em 79,6% dos casos, o autor era conhecido da vítima.

Vítimas de estupro muitas vezes demoram a denunciar os casos, levando à destruição de importantes vestígios que poderiam ajudar a identificar os agressores. Em Alagoas, investimentos em políticas de segurança pública e ferramentas de combate a esse crime incluem a criação de protocolos de atendimento às vítimas de violência sexual e a Rede de Atenção às Vítimas de Violência Sexual (RAVs).

Postos avançados foram criados no Hospital da Mulher e na Unidade de Emergência do Agreste para atendimentos de vítimas de estupro, onde podem registrar ocorrências, receber atendimento médico e psicológico e coletar material biológico para análise no Laboratório de Genética do Instituto de Criminalística. A perita criminal Carmelia Miranda alerta para a importância de denunciar o crime o mais rápido possível e não se higienizar após o ato, para preservar as provas.