O uso do Gás Natural Veicular (GNV) vem se destacando como uma alternativa eficiente tanto para a redução de custos como para a diminuição dos impactos ambientais na matriz de transporte. Seja no transporte rodoviário de cargas ou no transporte de passageiros em grandes centros urbanos, a adoção do GNV se justifica devido à sua menor emissão de poluentes – resultado dos gases que o compõem. Assim, essa alternativa de combustível se alinha com o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), que entrou em vigor no Brasil em janeiro deste ano.

Um novo mercado automotivo

As mudanças nas perspectivas do mercado de gás natural têm se refletido no mercado automotivo. Com a esperada expansão da oferta de gás em condições mais competitivas, o setor automobilístico pode ser um dos principais destinos para essa nova realidade energética. Nesse cenário, algumas montadoras, como Scania, Iveco e MWM Motores, já vêm se destacando desde 2019 ao apresentar opções de veículos novos a gás e até mesmo adaptações em veículos originalmente a diesel.

Em recente entrevista ao repórter Júlio Wiziack, da Folha de S. Paulo, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, expressou a intenção de incentivar o uso de GNV em caminhões. A ideia visa diminuir o consumo do diesel no país e reduzir o custo do frete. “O preço vai cair tanto com essa expansão, que ficará atrativo fazer a conversão”, argumentou ao defender o plano “Novo Mercado de Gás”.

Oportunidades para o mercado alagoano

Ediberto Omena, diretor-presidente da Algás, ressaltou a importância dessas mudanças para o mercado alagoano. “Esse mercado representa uma grande oportunidade de alavancar as vendas de gás natural, seja saturando a rede de postos existentes, pois há capacidade ociosa no parque de compressores que já operam, ou investindo para ampliar as fronteiras, fomentando postos nos principais corredores logísticos e rotas rodoviárias que cruzam os Estados”, afirmou. Para as Companhias de Gás Natural, essa integração e interconexão de rotas permite a expansão do GNV como um todo, não apenas nas respectivas áreas de concessão.