Projetos como Nos Trilhos do Cordel, atividades no contraturno e ações da Ejai uniram quadrilhas, coco de roda, feiras e debates sobre ancestralidade, reforçando o São João nas escolas de Maceió
O clima de São João tomou conta das unidades da rede municipal de Maceió, transformando escolas e CMEIs em arraiais cheios de música e tradição.
Milhares de estudantes da Educação Infantil, Ensino Fundamental e da Educação de Jovens, Adultos e Idosos participaram de apresentações, ensaios e feiras que enfatizaram a cultura nordestina.
As ações buscaram também promover aprendizagem no contraturno e fortalecer laços entre escola, família e comunidade, conforme informação divulgada pela Gazeta Nordestina.
Imersão cultural e ensino no contraturno
No Institute Desenvolv, no Village Campestre, o projeto Nos Trilhos do Cordel: Um Arraiá Cultural reuniu estudantes atendidos pelo programa Mais Pela Educação em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.
As atividades no contraturno estimulavam ensaios de quadrilha e vivências sobre manifestações populares, com ênfase no São João nas escolas de Maceió como espaço de ensino e pertencimento.
Alunas como Laura Galvão, 11 anos, relataram a emoção da apresentação, “Fiquei muito feliz por participar. Na hora de apresentar fiquei nervosa, mas também foi muito legal. Durante os ensaios a gente se divertiu bastante, aprendeu a coreografia juntos e foi uma experiência muito especial”, e Alice Gabriele, 10 anos, destacou a animação do evento.
Resgate de ancestralidade e projetos da Ejai
Na Escola Municipal Dom Miguel Fenellon Câmara, turmas da Ejai participaram do projeto “Eu Amo Maceió”, que ampliou as comemorações para discussões sobre raízes culturais e contribuições dos povos originários.
A programação incluiu a exibição de um documentário sobre ancestralidade indígena, com o objetivo de aproximar os estudantes de suas origens por meio de experiências culturais significativas.
A diretora Eudymar Floriano explicou que a proposta busca valorizar a história local e consolidar a identidade dos alunos, em uma ação que integra o conteúdo escolar ao patrimônio cultural.
Feira gastronômica, famílias envolvidas e inclusão
O CMEI Martha Célia de Vasconcellos Bernardes, na Cidade Universitária, promoveu uma festa com apresentações, brincadeiras e uma feira gastronômica, contando com forte participação das famílias.
A diretora Vera Lúcia ressaltou a importância do engajamento da comunidade, “Nós contamos com a presença dos pais que abraçam sempre as nossas atividades”, lembrando que a integração familiar amplia o impacto educativo.
No Centro de Atendimento Educacional Especializado Genilda Porto, o São João também foi marcado por inclusão e acolhimento, com programação adaptada para garantir a presença de todos os estudantes.
A coordenadora administrativa Rose Araújo afirmou, “Estamos em uma tarde festiva, onde os nossos estudantes estão aqui para celebrar este mês tão especial. É um momento de muita alegria, confraternização, acolhimento e inclusão”, destacando o caráter inclusivo das celebrações.
Protagonismo estudantil e ganhos educacionais
As apresentações aconteceram ao longo de semanas de ensaios, envolvendo Educação Infantil, Fundamental e Ejai, e ressaltaram o protagonismo estudantil na construção das atividades.
O secretário de Educação de Maceió, João Folha, avalia que as festas foram “oportunidades de aprendizagem, de valorização da cultura nordestina, do fortalecimento da identidade dos nossos estudantes e da aproximação entre escola, família e comunidade”.
Para educadores, ações como essas ampliam o currículo escolar, fortalecem a autoestima dos alunos e mantêm vivas as tradições locais, ao mesmo tempo em que encerram o semestre letivo com celebração e convivência comunitária.
As vivências de São João nas escolas de Maceió, incluindo oficinas, feiras e debates sobre ancestralidade, mostraram-se ferramentas importantes para a preservação da cultura e para o desenvolvimento social e emocional dos estudantes.




