Ativistas, famílias e profissionais ocuparam a Avenida Paulista pedindo legalização da maconha, criticando a proibição que sobrecarrega prisões e impede tratamentos
Dezenas de milhares de pessoas se reuniram na Avenida Paulista em um protesto que defende a legalização da maconha e questiona os efeitos da proibição sobre a sociedade.
A mobilização trouxe idosos, jovens, famílias e pacientes que reivindicam mais acesso ao uso medicinal e fim do estigma ligado à planta.
As informações sobre a concentração e os relatos dos participantes foram divulgadas pela Gazeta Nordestina e pela Agência Brasil, conforme as fontes consultadas.
Mobilização e relatos pessoais
O ato, realizado em frente ao MASP, reuniu organizações que debatem a regulamentação da cannabis e ativistas que ressaltaram os impactos da criminalização.
Entre os relatos, a professora Stephanie Oliveira contou que sua mãe, de 47 anos, utiliza cannabis medicinal para tratar problemas de sono e dores nas costas, e que a família enfrentou resistência social para falar sobre o caso, conforme informação divulgada pela Agência Brasil.
Uso medicinal e barreiras de acesso
Um dos pontos centrais das reivindicações foi a dificuldade de acesso a tratamentos à base de canábis, especialmente para quem não tem recursos para importar produtos.
O anuário da Kaya Mind aponta que cerca de 50 mil pessoas declaram utilizar a planta para tratamento, evidenciando uma demanda clínica que esbarra em barreiras legais e sociais.
Perfil dos usuários e desigualdades
Dados citados pelos organizadores mostram que o uso terapêutico atinge perfis diversos, com destaque para grupos que padecem com a falta de opções no sistema de saúde.
Um levantamento da Bliss Data indica que mulheres de meia-idade e idosas representam um grupo significativo de usuárias de cannabis medicinal, o que reforça a necessidade de políticas públicas que favoreçam acesso seguro e monitorado.
Pressão por mudanças na legislação
Os participantes pediram, de forma unificada, avanço nas discussões sobre legalização da maconha, com regulamentação que permita acesso medicinal, redução do encarceramento por delitos relacionados à planta e combate ao preconceito.
Além de cartazes e camisetas com mensagens sobre direitos e saúde, o ato teve como objetivo ampliar o debate público sobre a política de drogas, destacando impactos no sistema prisional e desigualdades no acesso a tratamentos.
Matéria produzida com base em informações e dados divulgados pela Gazeta Nordestina, Agência Brasil, Kaya Mind e Bliss Data.




