Violência Infantojuvenil no Brasil: denúncias crescem mais de 120% em 5 anos, adolescência lidera com 43%, SPDM alerta para reforço das redes de proteção

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Crescimento expressivo nas notificações de violência infantojuvenil, com picos regionais e concentração em adolescentes, exigindo ações integradas de proteção

O volume de denúncias relacionadas à violência contra crianças e adolescentes no Brasil aumentou de forma alarmante nos últimos cinco anos.

A maior parte dos casos está concentrada na faixa adolescente, enquanto crianças na primeira infância também registraram números elevados.

Os dados expõem a necessidade urgente de fortalecer serviços de saúde, educação, assistência social e justiça, conforme informação divulgada pela SPDM.

Números e distribuição por idade e região

Um levantamento apontou um aumento de mais de 120% nas denúncias de violência contra crianças e adolescentes nos últimos cinco anos. A faixa etária adolescente concentra a maior parte dos casos, representando 43% do total, seguida pela primeira infância, que abrange crianças de até 6 anos, e pela segunda infância, de 7 a 12 anos.

O crescimento das notificações foi observado em todo o país, com variações regionais marcantes. O Nordeste registrou um salto de 1.200%, o Norte teve aumento de 809%, o Centro-Oeste, 508%, o Sul, 421%, e o Sudeste, 221%. Em números absolutos, os estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais somam 52% de todas as notificações no período analisado.

Impactos a longo prazo, segundo especialistas

O psiquiatra Ronaldo Laranjeira, presidente da SPDM, ressalta que “os efeitos da violência na infância e adolescência transcendem o momento da agressão. As consequências podem se estender por toda a vida, afetando o desenvolvimento físico, emocional, social e educacional das vítimas.”

Laranjeira enfatiza a importância de ações preventivas e de intervenção que considerem a complexidade desses impactos, com atenção integrada entre serviços de saúde mental, assistência social e educação.

O que é necessário para conter a escalada

Especialistas e a SPDM apontam medidas prioritárias, entre elas a qualificação contínua de profissionais para identificação precoce de sinais de violência, o fortalecimento das redes de apoio e a ampliação de ações de prevenção voltadas para famílias e comunidades.

Também é defendida a garantia de acesso a serviços psicossociais e jurídicos, a promoção de ambientes seguros e acolhedores, e a educação sobre direitos e relacionamentos saudáveis como pilares da proteção.

Desafios imediatos e próximos passos

Os números indicam que o aumento das denúncias pode refletir maior conscientização, mas também revela falhas persistentes na prevenção e no atendimento. A resposta requer coordenação entre gestores públicos, organizações civis e profissionais de diversas áreas, com prioridade para as regiões e faixas etárias mais afetadas.

Dados oficiais e análises da SPDM servem como alerta para políticas públicas mais efetivas e para a ampliação de investimentos em suporte às vítimas, visando reduzir danos e interromper ciclos de violência.

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