Alerta, sarampo em São Paulo: 7 casos confirmados em 2024, novos registros em bebês e jovem, Secretaria recomenda dose zero e reforço da vacinação

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São Paulo amplia vacinação com dose zero para bebês de 6 a 11 meses e 29 dias, orientação para atualizar carteiras de vacinação e proteger públicos sem comprovante

A circulação do vírus do sarampo voltou a chamar atenção em áreas da Grande São Paulo, após a confirmação de novos casos que ampliaram o surto no estado.

Os registros mais recentes incluem um bebê de seis meses e uma jovem de 20 anos, com investigação em curso sobre a origem das infecções na região próxima a Guarulhos.

As autoridades estaduais reforçaram recomendações de imunização imediata para crianças e atualização da carteira vacinal de adultos que não têm comprovação de esquema completo, conforme informação divulgada pela Gazeta Nordestina.

Casos confirmados e cenário atual

Segundo a apuração, a capital paulista registrou dois novos casos de sarampo, elevando para sete o total de infecções confirmadas no estado de São Paulo neste ano. Entre os registros recentes, estão três bebês com idades entre seis meses e um ano, além do bebê de seis meses e da jovem de 20 anos citados nas notificações.

As ocorrências foram identificadas em área próxima a Guarulhos e seguem sendo investigadas para determinar a origem da contaminação e possíveis cadeias de transmissão.

O que é a dose zero e como ela atua

A dose zero é uma medida complementar, aplicada em situações de risco, destinada a bebês entre seis meses e 11 meses e 29 dias, para oferecer proteção antes da primeira dose do Calendário Nacional de Vacinação.

Essa aplicação não substitui o esquema rotineiro. Bebês que recebem a dose zero devem, ainda assim, receber a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses.

Cobertura vacinal e orientação das autoridades

A cobertura vacinal contra o sarampo no estado de São Paulo atualmente é de 85,32% para a primeira dose e 72,06% para a segunda dose, dados que mostram a necessidade de ampliar a vacinação para interromper a transmissão.

A Secretaria Estadual da Saúde recomenda que toda a população, especialmente pessoas com até 59 anos que não possuam comprovante de vacinação ou não tenham completado o esquema vacinal, procure a unidade de saúde mais próxima para atualizar a carteira de vacinação.

Por que se vacinar e sinais de alerta

O sarampo é uma doença viral com alta capacidade de transmissão, espalhando-se pelo ar por gotículas liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar, e uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

Os sintomas mais comuns incluem manchas vermelhas, febre alta, tosse, conjuntivite e coriza. Em casos graves, o sarampo pode causar diarreia intensa, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite, o que torna a vacinação gratuita pelo SUS a forma mais eficaz de prevenção.

Manter a vacinação em dia, buscar a dose zero quando indicada e atualizar a carteira de vacinação são medidas centrais para reduzir novos casos e proteger crianças e adultos vulneráveis.

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