“Uma joia dentro do mar”. Era assim que os jornais das décadas de 1960 e 1970 se referiam ao Alagoas Iate Clube, o Alagoinha, desde que o projeto das arquitetas Zélia Maia Nobre e Edy Marrêta revelou como seria a sede do primeiro clube de Maceió que fazia conexão com o mar.

O espaço sobre pilastras, com piscina, quadra de esportes e salão de festas foi inaugurado em 1970 e por muitos anos recebeu os mais famosos bailes de carnaval da capital alagoana, desfiles de moda, bailes, encontros e outros eventos que tornaram o local uma referência para moradores e turistas.

Ao lado da edificação, a escultura de um cavalo-marinho foi instalada, dentro do mar, sobre uma base de concreto, simbolizando que aquele iate tinha ligação com o mar, como outros pelo Brasil que também tinham tal marca, segundo contam os antigos frequentadores do Alagoinha.

O mar acabou por destruir a escultura, e o iate, que fechou em 2005 e agora é o Marco dos Corais, não fazia mais referência à história do local. Por isso, a Prefeitura de Maceió decidiu fazer um resgate do cavalo-marinho, aproveitando a base ainda existente.

Ela será reforçada com concreto para receber a nova peça, que tem três metros de altura, pesa mais de meia tonelada e vai receber roupagem moderna, com mosaico de pastilhas de vidro, pelas mãos da artista Yara Pão.

A ação já começou a ser realizada, nesta quarta-feira (08), e é coordenada pela Gerência da Zeladoria Municipal de Maceió.

“É uma homenagem mais do que justa ao antigo e saudoso Iate Clube Alagoinha. É uma escultura que está na lembrança de alagoanos, maceioenses, frequentadores, e dos vários corpos diretivos que passaram por lá”, destacou o gerente da Zeladoria Municipal, Fábio Palmeira.

O Alagoinha também possuía um aquário com cavalos-marinhos vivos que atraíam a atenção dos frequentadores, por isso a imagem do animal está tão associada ao iate. A peça, além de levar mais beleza ao espaço, vai reativar a memória afetiva dos alagoanos e despertar o sentimento de pertencimento.

“Era um ambiente de lazer familiar, naquele espaço belíssimo na cabeceira da Ponta Verde, na nossa costa de corais. E a Prefeitura quer isso, reavivar essa memória afetiva, porque a cidade vive em constante modificação, vive em ebulição e transformação, mas a sua história não pode ser transformada, muito menos esquecida”, afirmou.