A Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) traz um alerta, nesta quinta-feira (27), Dia Nacional de Prevenção de Acidentes no Trabalho. O órgão chama atenção para os perigos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, que pode trazer diversos problemas para o ambiente profissional. “Além dos prejuízos pessoais e familiares, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode acarretar acidentes de trabalho e faltas frequentes aos trabalhadores”, alerta o psicólogo da Rede Acolhe, programa da Seprev, Júnior Amaranto, ao completar que, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 20 a 25% dos acidentes de trabalho no mundo envolvem pessoas que estavam sob o efeito do álcool ou outras drogas.

Além de prejudicar a saúde clínica do trabalhador, o uso do álcool também compromete muito o desempenho profissional. “Causa significativa perda de memória, perda da atenção, perda da coordenação motora e tudo isso vai prejudicando o seu trabalho, gera conflitos com colegas e superiores, por exemplo, causa sintomas relacionados a sua saúde mental como ansiedade, agressividade, depressão”, destaca Júnior Amaranto.

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As estatísticas da OIT colocam o Brasil entre os cinco primeiros países do mundo em número de acidentes no trabalho, o que significa cerca de 500 mil acidentes por ano, sendo que quatro mil deles resultam em mortes.

Ações de prevenção

Os dados apresentados pela Seprev evidenciam a relevância do investimento na prevenção do uso de álcool e outras drogas no ambiente de trabalho, para diminuir o impacto negativo na saúde do trabalhador, na produtividade e no ambiente onde ele exerce suas atividades.

Para promover ações educativas e hábitos saudáveis, empresas e trabalhadores contam com o eixo de Prevenção da Rede Acolhe. Além de divulgar informações, o programa realiza intervenções participativas, palestras e capacitação de profissionais. Tudo isso tem apresentado bons resultados se observados os números de encaminhamentos de dependentes.

Somente até o mês de maio deste ano, foram realizados 2.097 encaminhamentos para as comunidades credenciadas à Rede Acolhe, dos quais 1.756 foram de pessoas que faziam uso de álcool. “Vale destacar que estas pessoas não necessariamente buscaram o tratamento somente pelo consumo de álcool, mas também por, na maioria dos casos, fazer o uso associado a outro tipo de drogas”, disse o psicólogo Júnior Amaranto.