Na Semana Internacional da Luta contra a Endometriose, a ginecologista do Ambulatório de Endometriose do Hospital da Mulher (HM), Karina Lucena, alerta que cerca de 50% das pacientes diagnosticadas com endometriose podem sofrer de infertilidade. A doença ginecológica, que afeta uma em cada dez mulheres, pode causar cólicas intensas, dores durante a relação sexual e problemas para engravidar. A detecção precoce da endometriose é essencial para garantir tratamentos eficazes.

Doença pode comprometer a qualidade de vida

A endometriose, se não tratada, pode afetar outros órgãos do corpo, como ovário, bexiga, reto e vagina. Por ser uma doença inflamatória crônica com sintomas comuns, ela pode passar despercebida em consultas de rotina, mas traz sérios riscos à saúde das mulheres. A realização de exames preventivos é fundamental, segundo a ginecologista Karina Lucena.

Ambulatório de Endometriose: um avanço no SUS

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Ambulatório de Endometriose já fez 96 atendimentos em dois meses de funcionamento

O secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, ressalta a importância do Ambulatório de Endometriose no Sistema Único de Saúde (SUS) para as mulheres que sofrem com a doença. Desde sua inauguração, em 8 de março deste ano, o ambulatório já realizou 96 atendimentos, oferecendo aos pacientes um atendimento multiprofissional com médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e nutricionistas.

Identificação e tratamento da endometriose

A moradora do bairro Gruta de Lourdes, em Maceió, Alessandra Castro, de 30 anos, é uma das pacientes beneficiadas pelo serviço. Diagnosticada com endometriose profunda há um ano, Alessandra relata que os sintomas da doença começaram ainda na adolescência. Devido à demora no diagnóstico, ela passará por uma cirurgia de histerectomia total. Alessandra comemora a possibilidade de iniciar o tratamento e viver uma vida sem dores após a cirurgia.

A ginecologista Karina Lucena explica que o serviço realiza a parte clínica, fazendo a triagem das pacientes com sintomas para direcioná-las ao tratamento clínico ou cirúrgico adequado. A especialista destaca a importância do pioneirismo do HM para ajudar muitas mulheres com esse problema e orientá-las a lidar com a doença durante a vida.