Durante a Copa do Mundo, maternidades e setores de humanização do Rio promovem homenagens aos nascimentos, com certificados, registro da Árvore da Vida e apresentações lúdicas
O clima de festa do futebol chegou às maternidades e alas pediátricas do Rio de Janeiro, transformando nascimentos em celebrações dentro dos hospitais.
Equipes da Secretaria de Estado de Saúde organizaram kits comemorativos, ações culturais e projetos de humanização para marcar o período da Copa do Mundo.
As informações sobre as ações foram divulgadas pela Gazeta Nordestina, em reportagem sobre iniciativas em unidades como o Hospital Estadual da Mãe e o Hospital Estadual Ricardo Cruz, conforme informação divulgada pela Gazeta Nordestina.
Kits comemorativos e a Árvore da Vida
No Hospital Estadual da Mãe, em Mesquita, a equipe preparou um kit especial para bebês que nascem durante a Copa do Mundo, com itens pensados para registrar o momento, e para celebrar a ligação com a família e as raízes.
O kit inclui certificados intitulados “Minha Primeira Copa”, touquinhas nas cores da bandeira do Brasil e a impressão da Árvore da Vida, que é o registro da placenta com dados do recém-nascido, decorado com as cores nacionais.
A mãe Thayane Galdino, que teve a filha Mavie na unidade, resumiu a emoção do parto em dia de jogo, “Para mim, foi um momento maravilhoso, pois minha filha nasceu durante um período festivo, com saúde e todo o suporte necessário”, ela mora em Belford Roxo.
Teatro de fantoches e distração hospitalar
No Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, a programação do teatro de fantoches incorporou o clima da Copa do Mundo, com personagens vestindo a camisa da Seleção Brasileira.
O teatro, parte do projeto de humanização, tem sido usado para entreter crianças internadas e reduzir o estresse da internação, com apresentações que brincam sobre partidas, artilheiros e favoritos dos torcedores mirins.
A mãe Tainá Teixeira, de Araruama, disse sobre a reação da filha Helena, internada por estomatite e amigdalite, “Essa atividade distrai e ajuda muito na recuperação delas”, reforçando o efeito terapêutico da iniciativa.
Humanização e bem-estar emocional
O projeto “Plantão da Alegria, arte todo dia”, com fantoches como Ricardinho e Mika, é conduzido por profissionais como Rainara Cruz, que destaca a gratificação em ver as reações das crianças e a interação com as famílias.
Gleice Melo Moura, da Assessoria de Humanização da Secretaria de Estado de Saúde, ressalta a função dessas ações no cuidado integral, “Elas têm um papel importante no processo de recuperação dos pacientes, contribuem para o bem-estar emocional, reduzem o estresse da internação e fortalecem os vínculos entre pacientes, parentes e equipes de saúde”.
As iniciativas mostram como a Copa do Mundo pode servir de gatilho para medidas de acolhimento, unindo celebração e cuidado em maternidades e setores pediátricos do sistema público do Rio.




