Casa do Autista de Maceió: Atividade física como ferramenta de desenvolvimento, autonomia e inclusão para crianças e adolescentes com TEA, com práticas lúdicas e equipe multidisciplinar

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Na Casa do Autista de Maceió a atividade física é empregada com abordagem lúdica e psicomotora, visando promover autonomia, comunicação e participação social de crianças e adolescentes com TEA

A Casa do Autista de Maceió tem investido em práticas que combinam movimento, brincadeiras e acompanhamento especializado, para apoiar o desenvolvimento integral de usuários dentro do espectro autista.

As atividades são planejadas para respeitar as particularidades de cada pessoa, com metas graduais e foco em habilidades motoras, cognitivas e sociais, além de oferecer experiências que favorecem a autonomia no dia a dia.

O trabalho integra uma equipe multiprofissional e acolhe famílias no processo terapêutico, fortalecendo a inclusão e o acesso a serviços públicos de saúde, conforme informação divulgada pela Gazeta Nordestina.

Atividade física e psicomotricidade na prática

Segundo Eduardo Henrik, educador físico da unidade, “No contexto do autismo, a atividade física, juntamente com a psicomotricidade, é fundamental para o desenvolvimento global, tanto da criança quanto do adolescente. Elas contribuem para o desenvolvimento motor, cognitivo, social e emocional, favorecendo a interação social, a comunicação e a autonomia nas atividades do cotidiano”.

O trabalho é conduzido de forma lúdica, com jogos, brincadeiras e circuitos motores que tornam o aprendizado mais leve e acessível, respeitando o ritmo de cada criança e adolescente.

Adaptação das atividades e alcance para diferentes perfis

As ações são adaptadas a diferentes níveis de suporte e faixas etárias, garantindo inclusão. “Todas as crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA), em diferentes níveis de suporte e faixas etárias, podem participar, desde que as atividades sejam planejadas, individualizadas e adaptadas de acordo com as necessidades e potencialidades de cada um”, explica o educador.

Profissionais elaboram intervenções individualizadas, com desafios graduais que visam melhorar equilíbrio, locomoção, coordenação e outros aspectos do repertório motor.

Impactos observados e metas terapêuticas

Entre os resultados práticos, a equipe aponta avanços em habilidades motoras e em comportamentos que facilitam a interação social e a autonomia. “É possível atuar em dificuldades de equilíbrio, locomoção e coordenação, além de favorecer experiências motoras que contribuam para o desenvolvimento integral da criança e do adolescente”, observa o educador físico.

Essas conquistas passam por repetições, reforço positivo e pelo suporte familiar, com orientação dos profissionais para transferir ganhos das sessões para as rotinas diárias.

Acesso ao serviço e organização da rede

A Casa do Autista conta com equipe composta por médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, pedagogos, musicoterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, assistentes sociais e educadores físicos, oferecendo atendimento integrado.

Para acessar os serviços é necessário organizar documentos e entregá-los no Setor de Protocolo da Secretaria Municipal de Saúde, na Avenida Fernandes Lima, 2335, no bairro Farol, incluindo RG, CPF, Cartão SUS, comprovante de residência, encaminhamento médico e documentos do responsável legal.

Após análise técnica e regulação, a prioridade é dada a pessoas que ainda não estão inseridas na rede pública ou que aguardam na fila de espera, com encaminhamentos feitos de forma gradual e conforme critérios de prioridade. A unidade é administrada pelo Maceió Saúde, organização social sem fins lucrativos voltada à gestão das unidades municipais.

O uso da atividade física como estratégia de cuidado mostra-se, na avaliação da equipe, uma via eficaz para promover desenvolvimento, bem-estar e inclusão social de crianças e adolescentes com TEA em Maceió.

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