Como um álbum de figurinhas inclusivo envolvendo IA e a Seleção Brasileira uniu 27 alunos em Maceió, mobilizou 32 camisas e reforçou empatia na escola

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Professor usa álbum de figurinhas personalizado com IA para promover inclusão, empatia e pertença entre alunos da Escola Municipal Professora Maria José Carrascos, em Maceió

Uma ação simples, a partir do futebol e da Copa do Mundo, virou ferramenta pedagógica para fortalecer o sentimento de pertencimento entre crianças em Maceió.

O projeto transformou o desejo de um aluno em um álbum coletivo, com figurinhas produzidas com o auxílio da inteligência artificial, e envolveu toda a escola na mobilização por inclusão.

O resultado foi uma celebração da aprendizagem, marcada por doações e atenção especial a estudantes com necessidades diversas, conforme informação divulgada pela Gazeta Nordestina.

Do impulso de um aluno a uma ação coletiva

O projeto começou quando o professor Carlos Washington notou que um estudante não tinha condições de comprar um álbum de figurinhas da Copa do Mundo. Para que ninguém ficasse de fora, o docente propôs uma versão em que os próprios alunos apareceriam ao lado de ídolos do futebol, com imagens geradas por inteligência artificial.

Na turma do 2º Ano A, com 27 alunos, a iniciativa ganhou apoio da comunidade escolar e resultou na arrecadação de 32 camisas da Seleção Brasileira, garantindo que todas as crianças participassem da experiência de forma plena.

Metodologia e atividades pedagógicas

A partir do álbum de figurinhas, o professor articulou atividades de artes, leitura, escrita e matemática. A pintura de bandeiras, exercícios sobre sílabas, consoantes e vogais e uma contação de história sobre a origem da Copa enriqueceram o trabalho.

Os alunos também exploraram aspectos culturais e geográficos dos países-sede, aprendendo sobre Estados Unidos, Canadá e México, e comparando títulos e curiosidades, o que despertou interesse e debate na sala.

Inclusão, empatia e resultados observados

A vice-diretora Ana Mônica Costa Martins destacou o caráter inclusivo da ação, especialmente para os sete alunos neurodivergentes da turma, que tiveram maior engajamento e participação nas atividades propostas.

A diretora Mariluce Melo ressaltou o apoio institucional para que a iniciativa acontecesse, e a entrega das camisas e dos álbuns virou um momento de alegria, em que a escola celebrou o protagonismo das crianças.

Sobre o impacto do trabalho, o secretário municipal de Educação, João Folha, afirmou, “O que vimos aqui é um exemplo de como a educação pode transformar realidades por meio da criatividade e do olhar humano dos nossos educadores”, destacando a importância do vínculo entre professor e aluno.

Depoimentos e lições para outras escolas

O professor Carlos Washington sintetizou a intenção do projeto, dizendo, “Mais do que trabalhar a Copa do Mundo, o objetivo era fazer com que cada criança se sentisse importante, representada e parte daquele momento”, afirmando a prioridade em promover representação e autoestima.

Alunas como Maria Luiza, de 8 anos, e Agatha Vitória da Silva, de 7 anos, relataram alegria ao participar da atividade e ao receber as camisas, mostrando que iniciativas simbólicas podem ter efeito real na motivação escolar.

O projeto em Maceió mostra que um álbum de figurinhas pode ser muito mais que colecionismo, ao se tornar plataforma para inclusão, empatia e aprendizagem, e oferece exemplo replicável para outras escolas que desejam integrar cultura popular e currículo.

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