Programa de Atenção Domiciliar Padi Brasil amplia cuidado aos idosos do SUS, leva serviços ao domicílio, integra caderneta digital e capacita cuidadores

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Lançado pelo Ministério da Saúde para reorganizar o SUS e reforçar atenção domiciliar, o Padi Brasil quer reduzir internações, apoiar acamados e melhorar qualidade de vida

O novo programa federal foca em levar serviços de saúde para dentro das casas de idosos que dependem do Sistema Único de Saúde, com equipes multidisciplinares e apoio a cuidadores familiares.

Com a população envelhecendo, políticas voltadas ao domicílio ganham destaque, tanto para tratar doenças quanto para evitar reinternações e perda de autonomia.

Entre os dados mais relevantes, a expectativa de vida no Brasil atingiu 76,6 anos em 2024, e estima-se que cerca de 3 milhões de idosos estejam acamados, demandas que motivaram a criação do programa, conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde e publicada pela Gazeta Nordestina.

O que é e como funciona o Programa de Atenção Domiciliar

O Programa de Atenção Domiciliar pretende oferecer atendimento médico, de enfermagem, fisioterapia, psicologia e orientação a cuidadores diretamente na residência dos pacientes.

Ao priorizar o cuidado em casa, o programa busca reorganizar o SUS, reduzindo pressão sobre hospitais e melhorando a continuidade do tratamento, com foco na humanização e no acompanhamento personalizado.

Ferramentas digitais e materiais educativos

Uma das frentes do programa é a integração de registros e orientações, com a disponibilização da Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa em formato físico e digital, via aplicativo Meu SUS Digital.

Além da caderneta, o ministério vai distribuir materiais educativos para familiares, cuidadores e profissionais, com conteúdo sobre prevenção de quedas e comunicação com pessoas com demência.

Inspiração e experiência prática

O Padi Brasil foi inspirado no Programa de Atenção Domiciliar implantado no Hospital Municipal Paulino Werneck, pela médica e advogada Guilhermina Maria Galvão Siqueira Gomes, que observou altas seguidas de retornos hospitalares por falta de acompanhamento domiciliar.

Na prática pioneira, equipes passaram a prestar cuidados na residência, reduzindo reinternações e oferecendo suporte técnico e emocional aos cuidadores familiares.

Impacto esperado e desafios

Ao atender idosos acamados e fragilizados, o programa tem potencial para melhorar a qualidade de vida e promover um envelhecimento mais ativo e digno, ao mesmo tempo em que diminui custos e sobrecarga hospitalar.

Os desafios envolvem ampliar a formação de equipes, garantir financiamento contínuo, e articular a integração entre serviços locais, porém, com a adoção de ferramentas digitais e materiais educativos, a expectativa é de avanço na atenção primária e domiciliar.

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