Mutirões do SUS, lançados em agosto de 2025, já somam 14 mutirões e buscam reduzir barreiras geográficas e culturais para ampliar a atenção integral aos povos indígenas
O Sistema Único de Saúde intensifica ações em territórios indígenas durante junho, com mutirões que devem ofertar cerca de 13 mil atendimentos especializados.
A proposta é aproximar serviços de saúde das comunidades, diminuindo deslocamentos e tempos de espera, e promovendo um cuidado mais próximo das realidades locais.
Desde agosto de 2025, quando a estratégia foi lançada, já foram realizados 14 mutirões, conforme informação divulgada pela Gazeta Nordestina.
Ações em diferentes territórios
No território Xukuru do Ororubá, em Pernambuco, um mutirão de oftalmologia está em andamento até 20 de junho, com planos de atender mais de 30 aldeias, segundo a reportagem.
Cirurgias de catarata e pterígio para pacientes já cadastrados estão previstas para os dias 1º e 2 de julho, garantindo intervenções que, de outra forma, exigiriam longos deslocamentos.
O Ceará também receberá ações nos polos-base Anacé, Potyrô Tapeba, Aquiraz e Maracanaú, ampliando a oferta de consultas e exames em municípios próximos às aldeias.
No Amapá e no norte do Pará, a Casa de Saúde Indígena, Casai, de Macapá centralizará atendimentos em ginecologia, obstetrícia, pediatria, cardiologia, anestesiologia e ultrassonografia, oferecendo serviços especializados para populações locais.
Especialidades e logística das equipes
O território indígena Tumucumaque receberá equipes com especialidades em oftalmologia, pediatria, ginecologia, obstetrícia, clínica médica e odontologia nos polos-base Bona e Missão Tiriyó, ampliando a capacidade de atendimento em áreas remotas.
Já a Terra Indígena Zo’é, em Tocantins, terá atendimento especializado nos dias 20 e 21 de junho, com uma equipe preparada para procedimentos, consultas e exames de imagem.
Para garantir a comunicação e o acolhimento cultural, um profissional fluente na língua Zo’é apoiará as consultas, exames de imagem e cirurgias na região, medida apontada como essencial para a efetividade do cuidado.
Gestão, objetivos e impacto
Conforme destacou André Longo, diretor-presidente da Agência de Saúde Indígena, AgSUS, as ações visam reduzir barreiras de acesso e o tempo de espera por consultas e procedimentos, fortalecendo a atenção integral nos territórios.
Os Mutirões do SUS são apresentados como instrumento para democratizar o acesso à saúde, levando serviços que muitas vezes demandariam longos deslocamentos ou filas de espera.
A iniciativa reforça o compromisso do Ministério da Saúde com a equidade no sistema público, ao priorizar a integralidade do cuidado e o respeito às especificidades culturais de cada povo indígena.
Próximos passos
Além das ações citadas, o cronograma prevê continuidade dos mutirões em outras regiões, com foco em ampliar o alcance dos serviços e reduzir desigualdades no acesso à saúde entre indígenas e não indígenas.
O balanço de junho e os desdobramentos das ações serão acompanhados por autoridades de saúde e por organizações locais, com objetivo de ajustar logística, comunicação e oferta de especialidades conforme a demanda.




