Programa Mais Médicos Especialistas amplia oferta no Rio de Janeiro com 50 novos profissionais, reforçando atendimentos no SUS e priorizando especialidades com maior demanda
O estado do Rio de Janeiro recebeu 50 novos especialistas dentro do Projeto Mais Médicos Especialistas, em uma ação voltada para reduzir o tempo de espera por consultas e procedimentos no SUS.
Os profissionais vão atuar em cidades fluminenses, ampliando a capacidade de atendimento em áreas com filas mais longas, em especial na região metropolitana do Rio.
Com a chegada deste novo grupo, o Rio de Janeiro agora conta com 68 profissionais oriundos do programa, somados aos 18 que iniciaram suas atividades no ano passado, conforme informação divulgada pela Gazeta Nordestina.
Como funciona a alocação e a jornada dos médicos
A alocação dos especialistas segue editais lançados pelo Ministério da Saúde, com base nas demandas apontadas por gestores locais, e inclui um processo seletivo em que os médicos indicam preferências de lotação, o que pode implicar deslocamento entre estados.
Cada médico dedica 16 horas semanais ao atendimento direto à população do SUS e outras 4 horas à formação e atualização em sua área de especialidade, conforme informado pelo Ministério da Saúde.
Impacto pós-pandemia e prioridades de atendimento
O secretário estadual de Saúde, Ronaldo Damião, lembra que a pandemia de COVID, cancelou milhares de cirurgias entre 2020 e 2021, aumentando filas e o tempo de espera, especialmente para procedimentos de alta complexidade.
Por isso, o programa foca em áreas críticas, como oncologia, cirurgia cardiovascular e radioterapia, onde a demanda reprimida é mais severa. Hospitais universitários do estado, como o Hospital Universitário Pedro Ernesto, e as unidades da UFRJ, UFF e UniRio deverão ser beneficiados.
Escala nacional e metas do programa
Atualmente, o Projeto Mais Médicos Especialistas conta com 1.501 profissionais em todo o Brasil, com a meta de alcançar 2.000 médicos até o final deste ano.
A expansão nacional é considerada estratégica para recuperar e fortalecer a rede pública de saúde no pós pandemia, reduzindo filas e descentralizando oferta de especialistas.
Experiências que motivam adesão ao SUS
Médicos que ingressam no programa relatam motivação pessoal e profissional para atuar no setor público. A ginecologista Lorena Rodrigues Nascimento, 30 anos, é exemplo dessa trajetória, ela escolheu Maricá e iniciou atendimentos em abril.
“Eu tive uma experiência muito marcante com um familiar no SUS, Depois desse dia, eu decidi que queria trabalhar no SUS novamente e me sinto muito grata, É uma oportunidade de devolver um pouco da minha formação ao SUS”, afirmou a médica.
Além do atendimento direto, a exigência de horas de formação contribui para atualização contínua dos especialistas, o que tende a melhorar a qualidade dos serviços oferecidos nas unidades públicas.
O que muda para os pacientes
Com a chegada desses 50 profissionais, pacientes devem ver redução no tempo de espera por consultas e procedimentos, especialmente nas regiões com maior concentração de vagas e maior prejuízo causado pelo acúmulo de demandas na pandemia.
A articulação entre Ministério da Saúde e gestores locais segue sendo essencial para identificar pontos críticos, lançar novos editais quando necessário e garantir que os especialistas permaneçam nas localidades de maior necessidade.
Matéria produzida com base em informações oficiais e dados divulgados pela Gazeta Nordestina.




