Sarampo na Copa 2026: risco real para quem viaja aos EUA, México e Canadá, veja como atualizar a vacinação antes da partida e evitar reintrodução no Brasil

0
41

Alerta para viajantes, cobertura vacinal baixa e aumento de casos nos países-sede, conheça doses, prazos e recomendações do Ministério da Saúde para embarques seguros

O aumento de casos de sarampo em países que sediarão jogos da Copa do Mundo de 2026 acendeu um sinal de atenção para brasileiros que planejam viajar, devido à alta transmissibilidade da doença.

A infectologista Natalie Del Vecchio, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, alerta para a combinação de surtos e baixa cobertura vacinal, que pode facilitar a reintrodução do vírus em território nacional.

Nas próximas seções explicamos onde o risco é maior, quais doses são recomendadas pelo Ministério da Saúde, prazos para aplicação antes da viagem, e os sintomas que exigem atenção, conforme informação divulgada pela Agência Brasil.

Como os surtos nos países-sede elevam o risco para brasileiros

O cenário internacional mostra crescimento expressivo de casos em nações que receberão torcedores. O Canadá registrou 5.062 ocorrências no ano passado e, em 2026, apenas em janeiro, já contabilizava 124 casos, o que levou o país a perder a certificação de livre do sarampo.

No México houve um salto de 7 casos em 2024 para 6.152 em 2025, com mais 1.190 registros preliminares em janeiro de 2026, e nos Estados Unidos foram confirmados 2.144 casos em 2025, com 721 em janeiro de 2026.

Esses números aumentam a probabilidade de viajantes brasileiros serem expostos, sobretudo aqueles com o esquema vacinal incompleto.

Quem deve se vacinar antes de viajar

O Ministério da Saúde orienta reforço da vacinação para viajantes aos Estados Unidos, México e Canadá. Crianças de 6 a 11 meses devem receber a dose zero, pelo menos 15 dias antes da viagem.

Para pessoas de 12 meses a 29 anos, são exigidas duas doses da vacina Tríplice Viral, que também protege contra caxumba e rubéola. Adultos de 30 a 59 anos precisam ter, no mínimo, uma dose ao longo da vida, aplicada ao menos 15 dias antes do embarque.

A especialista Natalie Del Vecchio reforça, “Se a pessoa já tem o calendário dela completo, não precisa tomar uma dose extra da vacina. Se o calendário não estiver completo, os viajantes que se destinam aos países-sede da Copa devem completar o esquema vacinal”.

Campanha do Ministério da Saúde e acesso à vacina

O governo lançou uma campanha nacional de orientação voltada a brasileiros que planejam viajar para os países-sede. As doses estão disponíveis gratuitamente nas unidades de saúde do SUS.

É importante checar o histórico vacinal antes da viagem, levar carteirinha ou comprovante, e, se necessário, completar o esquema com antecedência mínima de 15 dias.

Situação do Brasil e risco de reintrodução

O Brasil recebeu recertificação de país livre do sarampo pela OPAS em novembro de 2024, mas a baixa cobertura vacinal continua sendo um risco real.

Em 2025 foram notificados 38 casos, todos importados de países vizinhos, e em janeiro de 2026 foram registrados dois casos no Rio de Janeiro e em São Paulo, em indivíduos sem histórico de vacinação.

Historicamente, o país já perdeu a certificação em 2018 devido à queda na vacinação, o que destaca a necessidade de manutenção das coberturas.

O que é o sarampo e por que exige atenção

O sarampo é uma doença viral grave, altamente contagiosa, transmitida pela tosse, fala ou respiração, com sintomas que surgem entre sete e 14 dias após a exposição.

Os sinais incluem febre alta, tosse persistente, coriza, irritação nos olhos e manchas vermelhas que começam no rosto e se espalham pelo corpo. Em crianças podem ocorrer pneumonia, infecções de ouvido, encefalite e óbito, e em gestantes há risco de parto prematuro e bebê de baixo peso.

Atualizar a vacinação é a medida mais eficaz para proteger viajantes e reduzir a chance de reintrodução do vírus no Brasil.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here