Alagoas é o único estado do Nordeste que não tem cidades na lista das 50 mais violentas do País

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023 divulgado nesta quinta-feira (20), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostram que nenhum dos 102 municípios alagoanos está entre as 50 cidades mais violentas do País. Além disso, Alagoas é o único estado do Nordeste que não tem municípios na relação do fórum. De acordo com o levantamento, que toma como base o ano de 2022, a capital alagoana, que chegou a ser classificada como a mais violenta do Brasil em 2015, e a 9ª em 2021, não aparece na lista deste ano.

O anuário mostra que quase metade das cidades (23) mais violentas do País está localizada na região Nordeste. A Bahia lidera a lista, com dez municípios, sendo quatro deles encabeçando o ranking nacional. Jequié, com 88,8 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes aparece em primeiro, seguido de Santo Antônio de Jesus (88,3), Simão Filho (87,4) e Camaçari (82,1). Pernambuco aparece em segundo lugar na região, com cinco municípios entre os 50 mais violentos, sendo que Cabo de Santo Agostinho aparece em 5º lugar no ranking, seguido de Vitória de Santo Antão (27º lugar), São Lourenço da Mata (30º), Garanhuns (39º) e Jaboatão dos Guararapes (42º).

A lista segue com Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba (com duas cidades, cada), Sergipe, Piauí e Maranhão, cada um com 1 município. Na análise por região, o Norte aparece em segundo lugar na lista, com dez cidades, seguido do Sudeste, com seis – todas localizadas no Rio de Janeiro –, Sul (5) e Centro Oeste (1).

Para o secretário de Estado da Segurança Pública, Flávio Saraiva, um dos principais fatores que contribuem para Alagoas não aparecer na relação das 50 cidades mais violentas do País é o conjunto de investimentos realizados pelo Governo do Estado na área da segurança.

“Hoje, o Governo tem um diferencial que garante colhermos estes resultados, que é a capacidade de investimentos. Construímos CISPs [Centros Integrados de Segurança Pública], unidades policiais, compramos armamentos, equipamentos de proteção individual e outros itens, além de investir em concursos públicos e promover a integração policial”, destaca. “Todos estes fatores, quando unidos, possibilitam que nossos policiais, bombeiros e peritos tenham melhores condições de trabalho e assim garantam melhores resultados. E aí na ponta do processo, a população se sente mais segura”, completou.

Ranking

Para elaboração do ranking, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública considera o número de mortes violentas intencionais correspondente à soma das vítimas de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais em serviço e fora (em alguns casos, contabilizadas dentro dos homicídios dolosos, conforme notas explicativas).

O fórum revela que o perfil das vítimas de mortes violentas intencionais não se altera significativamente de um ano para o outro e segue um padrão mais de longa duração, ou seja, se mantém muito parecido com os fatos das últimas edições do Anuário.

“Em média, 91,4% das mortes violentas intencionais vitimam homens, enquanto 8,6% vitimam mulheres. Este percentual varia de acordo com a ocorrência: entre os mortos em intervenções policiais, 99,2% das vítimas eram do sexo masculino”, ressaltou a entidade.

About Marcelo Barros, com informações do Governo do Estado de Alagoas

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Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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