Caracterizada pelo processo inflamatório das camadas mais internas de tecido que cobre o cérebro, a meningite pode ser causada por bactérias, fungos, vírus ou protozoários. Os principais sintomas são dor e rigidez na nuca, manchas avermelhadas pelo corpo, cefaléia, febre, convulsões, vômito e demandam atendimento médico imediato. Enquadrada no rol das doenças imunopreveníveis, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) orienta a população sobre a importância de medidas preventivas e assistenciais.

Isso porque, a meningite é causada, na maioria dos casos, por infecções virais e bacterianas, podendo ter variações na intensidade dos sintomas. A viral, na maioria das vezes, apresenta quadro clínico leve e de menor gravidade, evoluindo de forma benigna. Já a meningite bacteriana, é o tipo mais severo, pelo potencial de provocar sequelas graves e, até mesmo, levar à morte.

blank

De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Meningite, enfermeira Cyndi Romão, a transmissão da doença acontece, principalmente, por meio do contato com as secreções respiratórias de um paciente contaminado. “A meningite bacteriana se espalha, normalmente, de uma pessoa para outra por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta de pessoas infectadas, assintomáticas ou doentes. Já as demais meningites podem ser transmitidas de diversas maneiras, a depender do vírus causador da doença”, alertou.

Para prevenir a doença, a coordenadora explica que manter a vacinação em dia, não compartilhar objetos de uso pessoal e reforçar os hábitos de higiene são importantes medidas de prevenção contra as meningites. “O tratamento da doença é realizado com medicamentos específicos para cada tipo de agente causador. As vacinas estão disponíveis nos postos de saúde de todos os 102 municípios alagoanos”, informou Cyndi Romão.

Assistência

Ao apresentar os sintomas da doença, a pessoa com suspeita de infecção deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para receber atendimento adequado. Após a avaliação médica, caso seja identificada a suspeita do diagnóstico, o paciente será encaminhado a uma unidade de referência. Em casos com sintomas mais complexos, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) funcionam 24 horas por dia para acolher a demanda espontânea.

blank

O secretário de Estado da Saúde, o médico Gustavo Pontes de Miranda, ressalta a necessidade da população manter o calendário vacinal em dia para evitar complicações e o aumento de doenças evitáveis. “A vacinação é uma importante aliada na prevenção da meningite e, também, de extrema importância para ajudar a reduzir a incidência de doenças. Por isso, todos devem manter o calendário vacinal em dia e, ao perceber qualquer sintoma da doença, procurar a unidade de saúde mais próximo”, enfatizou o gestor.

Prevenção:

A Rede Pública de Saúde oferece vacina contra as formas mais graves de meningite, que são:

Meningocócica Conjugada C: Doença Meningocócica causada pelo meningococo do sorogrupo C, para crianças de 3 e 5 meses, com reforço ao 1 ano de idade;

Meningocócica Conjugada A, C, W e Y: Doença Meningocócica causada pelos meningococos dos sorogrupos A, C, W e Y, para adolescentes de 11 a 14 anos;

Pentavalente: Doença Meningocócica causada pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b, para crianças de 2, 4 e 6 meses de idade;

Pneumocócica conjugada 10-valente: Meningite causada por 10 sorotipos de streptococcus pneumoniae, para crianças de 2 e 4 meses, com reforço ao 1 ano de idade;

BCG: Meningite tuberculosa, ao nascer em dose única.