A Supervisão Assistencial e a equipe técnica do Centro de Patologia e Medicina Laboratorial (CPML), unidade de apoio assistencial à saúde da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), recebeu o Reitor Henrique Costa e parte da Equipe da Superintendência de Ações Estratégicas da Secretaria de Estado da Saúde para discutir pontos específicos da rede de tratamento oncológico pelo SUS no Estado.

No encontro, realizado no dia 27, foi discutido o crescimento no número de atendimento da anatomia patológica e apresentadas as futuras instalações do setor de histopatologia do CPML. Isso irá impactar de forma positiva na oferta de serviços de diagnóstico especializado do câncer. O reitor Henrique Costa aproveitou a ocasião para tratar da possibilidade de ampliação nos serviços de anatomopatologia, com a oferta dos exames complementares como o de imunohistoquímica (responsável por identificar o tipo específico do câncer) e ressaltou que a estrutura física para esse serviço já está contemplada na reforma do referido setor. “Deixamos um campo aberto para oportunizar pactuações com a Secretária de Estado da Saúde para os demais recursos necessários para concretizar a oferta do serviço”, disse o reitor.

De acordo com o coordenador Miguel Agulhan, responsável pelo setor da Histopatologia do CPML, o crescimento do serviço impressiona. Em 2019 foram 1.378 laudos e só no primeiro trimestre de 2023 o número subiu para 3.721. A previsão é que até o final do ano a unidade deve realizar 10 mil exames, podendo passar a 30 mil com a implantação do exame de imunohistoquímica.

“Nossa equipe percebeu, ao final de 2022, um aumento de 10% nas solicitações de retirada de material para realização desses exames adicionais, que atualmente não são ofertados pela rede pública no estado, tornando um recurso caro para os pacientes, pois geralmente é feito em outros laboratórios fora do estado”, disse.

Além dos exames de imunohistoquímica, o CPML também dispõe de equipamentos de biologia molecular como um sequenciador de Nova Geração, capaz de realizar o sequenciamento do DNA para identificação de mutações. O laboratório também dispõe de um equipamento de PCR em Tempo Real, que, segundo o professor Roberto Ferreira, responsável pelo Laboratório de Genômica e Biologia Molecular, pode assegurar ao paciente a identificação de mutações importantes para direcionar o tratamento dos pacientes com câncer, impactando dessa forma um aumento na sobrevida do paciente. Para alguns tipos de câncer, a identificação de mutações é fundamental para que o médico indique o medicamento.

Parcerias

As representantes da Superintendência de Ações Estratégicas da Sesau, Rhaissa Paz, gerente de ações estratégica, e Graciliana Swarowsky, gestora de projetos de oncologia e também professora do curso de enfermagem da Uncisal, participaram da reunião para conhecer os serviços e discutir as possibilidades de se fechar parcerias com a universidade no que tange a oferta de exames de apoio ao diagnóstico para a futura rede de tratamento oncológico do estado.

Graciliana Swarowsky reconheceu a real potencialidade da unidade CPML para compor a rede, tendo em vista que a parceria pode gerar uma economia considerável nos valores investidos pela pasta (Sesau) em ações judicializadas para garantir o tratamento oncológico à população alagoana. Rhaisa Paz solicitou a indicação de dois representantes do CPML para participarem das discussões e construção dos pilares dessa rede.

“O CPML sabe a extrema importância do diagnóstico precoce no combate ao câncer. Quanto mais cedo for detectado, maiores são as chances de cura e tratamento bem-sucedido. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. Quanto mais cedo o câncer for detectado, maiores são as chances de um tratamento menos invasivo e agressivo, e isso significa menos efeitos colaterais e melhor qualidade de vida para o paciente”, salientou Marcos Humberto, Supervisor Assistencial Interino do CPML.