Alagoas está entre os dez estados brasileiros que já aderiram ao Programa Escola em Tempo Integral, lançado pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 31, em Brasília-DF. Segundo levantamento divulgado pelo MEC no início desta semana, dez estados (37% do total) e 1.766 municípios (32% do total) já se cadastraram no programa que pretende ampliar em 1 milhão o número de matrículas da modalidade, totalizando um investimento de R$ 4 bilhões com o objetivo de fortalecer a assistência técnica para a oferta das ações pedagógicas.

Em Alagoas, 66 municípios – o equivalente a 65% do total – fizeram adesão ao programa. O estado, por sinal, está em terceiro lugar (empatado com o Maranhão) entre as unidades da federação com maior percentual de adesão, seguido pelo Distrito Federal (100%) e pelo Ceará (68%).

Na rede estadual de Alagoas, o Programa Alagoano de Ensino Integral (Palei) existe desde 2015 e, atualmente, contempla mais de 30 mil alunos distribuídos em 116 escolas – o que representa 40% do quantitativo de unidades da rede estadual. Esse resultado faz com que o estado seja o 4º no ranking nacional em escolas públicas com ensino integral, ficando atrás apenas de Pernambuco, Paraíba e Ceará.

No Palei, as escolas possuem uma jornada de estudos de 7h ou 9h e um currículo com uma formação mais ampla, contendo uma série de atividades que fortalecem a aprendizagem, a exemplo das disciplinas eletivas, projetos integradores e estudos orientados.

Adesão

Desde o último dia 2, estados e municípios podem fazer a adesão voluntária ao programa do MEC. O cadastro deve ser feito no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do ministério, o Simec. Para os municípios, o atendimento será, obrigatoriamente, na educação infantil e no ensino fundamental. Já para os estados, nos ensinos fundamental e médio.

Gerente especial de Fortalecimento da Educação Integral e Complementar da Seduc, Erivaldo Valério afirma acreditar que o diálogo entre os programas alagoano e do governo federal vai fortalecer o processo de aprendizagem em todo o estado.

“As duas propostas podem trabalhar em conjunto para melhorar a educação alagoana. Será uma troca de experiências enriquecedora. Mas é importante que mais municípios façam adesão, visto que o programa vai injetar recursos na modalidade e ampliar oportunidades para nossos estudantes enquanto futuros profissionais”, avalia.

Já o gerente especial de Fortalecimento da Educação em Tempo Integral do Ensino Fundamental da Seduc, Ilson Leão, lembra que o ensino integral elevou os índices educacionais das escolas que o implantaram.

“Na rede estadual, temos 24 escolas de ensino fundamental integral, e todas as que fizeram a opção de sair do regime parcial para o integral melhoraram seus indicadores, além de reduzirem a evasão e a reprovação. Vale a pena o município implementar ou ampliar a oferta da modalidade, e a Seduc estará à disposição para cooperação técnica e qualquer assistência necessária às redes municipais”, garante Ilson.

Seminários

Erivaldo e Ilson, inclusive, já garantiram presença em um ciclo de seminários que o MEC promove para educadores e redes de ensino. O objetivo é repassar orientações acerca do Programa Escola em Tempo Integral.

Os encontros tiveram início no último dia 3, em Cuiabá (MT). Para os estados do Nordeste, o seminário acontece em Recife-PE, nos dias 13 e 14 de setembro.