A exposição “Amor Preto Cura” tem sido um sucesso no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Misa), equipamento cultural da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), e, por isso, teve sua data de encerramento prorrogada. Agora, a exposição fica aberta para visitação até o dia 18 de outubro, gratuitamente, no Misa, localizado no bairro do Jaraguá, em Maceió, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

A exposição exibe roupas, pinturas e telas de autoria de Joyce Nobrega. O principal objetivo da artista é provocar as pessoas falando do amor que cura e retratar a celebração do amor entre pessoas pretas com a apresentação de personagens e elementos da cultura afro-brasileira.

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“Espero que elas enxerguem o amor preto sem romantismo, mas como verdade, cura e coletividade. Em cada peça pintada eu trago o amor que resiste, o amor dos nossos ancestrais e tudo que eles passaram para que hoje nós estivéssemos aqui”, afirmou Joyce Nobre.

Quem é

Joyce Nobre Aristides é uma artista visual, artesã e mulher preta que ainda consegue ser dona de casa, mãe e expressar sua criatividade artística. Em 2020, iniciou a sua transição de carreira e abandonou a profissão de vendedora de sacolé gourmet. Por meio do universo das artes visuais, Joyce realiza os seus sonhos e dedica todo o seu talento expressando os seus sentimentos nas peças artísticas.

A artista iniciou suas pinturas em peças autorais, feitas em cerâmicas de barro, e logo depois expandiu para as telas, retratando a sua ancestralidade. Hoje, conta histórias também em roupas, e suas peças já estão espalhadas entre artistas como Chico César, Mariana Aydar e a artista alagoana Mel Nascimento.

Indo além dos ateliês, Joyce leva a sua arte para encantar as pessoas e colorir os muros da cidade. No mercado do artesanato, localizado no bairro Levada, é possível encontrar um mural de sua autoria. Além disso, outras pinturas feitas em muros estão espalhadas pelo estado, em trabalho solo e também em parcerias com outros artistas locais.

A artista assina outras exposições, e sua última, “Sagrado Feminino”, retrata de forma singela as contradições do feminino, e o belo na delicadeza e na força da feminilidade.