O Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estados da Cultura e Economia Criativa de Alagoas (Secult), divulgou nesta segunda-feira (31), no Diário Oficial do Estado (DOE), o resultado da habilitação do edital do Registro do Patrimônio Vivo de Alagoas. A seleção contou com um total de 62 inscritos, e destes, 52 foram habilitados a participarem do programa. Os candidatos inabilitados têm a oportunidade de entrar com recurso até o dia 4 de agosto e o resultado final será anunciado no dia 10 de agosto. A lista completa está disponível no site cultura.al.gov.br.

Essa iniciativa visa preservar e valorizar a cultura popular do Estado, reconhecendo os novos mestres que ocuparão as vagas deixadas pelos saudosos mestres José Laurentino Silirio (Mestre de Guerreiro), Nelson da Rabeca (Mestre Músico e Artesão) e Mestra Maria José dos Santos (Mestra de Baianas das Barreiras de Coruripe), que faleceram no ano passado.

Para participar do Registro do Patrimônio Vivo de Alagoas, os interessados precisam ser brasileiros e residentes no estado por mais de 20 anos, além de apresentar participação comprovada em atividades culturais ao longo desse período e estarem dispostos a compartilhar seus conhecimentos e técnicas com a sociedade, seja de forma presencial ou por meio dos meios de comunicação.

Uma comissão especial, composta por especialistas reconhecidos na área cultural, foi encarregada de analisar e avaliar os candidatos, seguindo os critérios estabelecidos no edital. Os selecionados terão direito a uma bolsa de incentivo mensal no valor de 1,5 salário mínimo, de acordo com a Lei Estadual 7.172/2010.

Segundo a secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas, a iniciativa faz parte do Programa de Concessão de Bolsas para Mestres da Cultura, inserido no orçamento do Fundo de Desenvolvimento de Ações Culturais de Alagoas. “O edital demonstra o compromisso do Governo em valorizar e fortalecer a rica cultura popular do Estado. Com a seleção de novos mestres, estamos garantindo a preservação e transmissão dos saberes tradicionais, enriquecendo o patrimônio cultural de Alagoas e promovendo o reconhecimento e a continuidade das tradições culturais do Estado”, disse a secretária.