Insegurança alimentar grave em Alagoas, 1.078.000 pessoas deixam a privação entre 2022 e 2024 graças a programas sociais, Alagoas Sem Fome e geração de renda

0
23

Maior redução proporcional no Nordeste, 34,4% da população recuperada, ações como Restaurante Popular, Plansan-AL e 60 mil empregos formais impulsionam resultados

Um avanço histórico na luta contra a fome marcou Alagoas nos últimos anos, com queda expressiva da privação severa de alimentos entre 2022 e 2024.

O recuo é creditado a uma rede de políticas públicas, ampliação de programas de assistência e incentivos à produção e ao emprego no estado.

Os dados e depoimentos que detalham esse processo foram divulgados por fontes oficiais, conforme informação divulgada pelo Gazeta Nordestina.

Dados e metodologia

De acordo com dados obtidos com exclusividade pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), 1.078.000 alagoanos superaram a privação severa de alimentos entre 2022 e 2024.

Esse número corresponde a 34,4% da população do estado, estimada em 3,12 milhões de habitantes, segundo o Censo de 2022 do IBGE.

O levantamento utilizou a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, EBIA, que avalia a experiência das famílias no acesso a alimentos, e aponta que 56 mil domicílios ainda se encontram em insegurança alimentar grave, afetando cerca de 157 mil pessoas, o que representa 5% da população total.

Programas que transformam vidas

A redução é atribuída à continuidade e à expansão de iniciativas, entre elas o programa Alagoas Sem Fome e o Restaurante Popular, que oferece refeições a preços acessíveis.

Ao relatar a mudança que vivenciou, a beneficiária Auzenir Maria disse, “Eu me alimentava muito mal. Quando comecei a comer aqui, passei a ter uma boa saúde. Por isso estou aqui todos os dias”.

Além disso, programas como os cartões Escola 10 e Cria, e cursos como o de Padarias Artesanais, ampliaram a proteção social e a capacitação profissional.

Raniele Mendes, participante do curso de padaria artesanal, afirmou, “Complemento a renda e tem me ajudado bastante. Muitas pessoas que fizeram o curso colocaram em prática o que aprenderam e vivem uma nova realidade”.

Emprego, renda e produção

O recuo da fome também se relaciona ao fortalecimento da economia local, com a geração de empregos formais e incentivos à produção no campo.

Entre 2022 e 2024, o estado registrou a criação de 60 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, impulsionados pelo setor de serviços e turismo.

Houve ainda aportes importantes, com investimentos no campo, citados como aportes superiores a R$ 90 milhões em 2025, e iniciativas de apoio à produção local.

O programa Planta Alagoas entregou 600 toneladas de sementes, com impacto estimado de 68,6 mil toneladas de grãos, segundo as informações oficiais.

Plansan-AL e próximos passos

O Governo de Alagoas lançou em março deste ano o 1º Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Alagoas (Plansan-AL), que prevê ações estruturantes para garantir acesso regular a alimentos saudáveis e de qualidade.

O governador Paulo Dantas reforçou que a continuidade administrativa foi essencial, ao afirmar, “Políticas públicas não sofreram descontinuidade desde 2015”.

Apesar dos avanços, os números mostram que há trabalho a ser feito, já que cerca de 56 mil domicílios ainda enfrentam insegurança alimentar grave, afetando aproximadamente 157 mil pessoas.

Especialistas e gestores destacam que manter a articulação entre assistência social, desenvolvimento econômico e apoio à produção é fundamental para consolidar os ganhos e reduzir definitivamente a fome no estado.

As informações desta reportagem se baseiam em dados oficiais do MDS e na apuração jornalística apresentada pelo Gazeta Nordestina.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here