Aumento de hospitalizações por VSR e gripe no Brasil, alerta do InfoGripe, 11 estados em atenção e 3.591 óbitos por SRAG, medidas e recomendações

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Queda de temperatura favorece circulação de vírus respiratórios, hospitalizações por VSR e gripe sobem em várias regiões, veja estados em atenção, dados e orientações para prevenção

O Brasil observa um aumento nas internações por problemas respiratórios, com destaque para o vírus sincicial respiratório, e em algumas áreas também para a gripe, em especial influenza A e B.

O ganho de atenção ocorre em função da combinação entre queda de temperatura e maior circulação em ambientes fechados, fatores que facilitam a transmissão de vírus respiratórios.

Os dados fazem parte do boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, conforme informação divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) por meio do boletim InfoGripe.

Regiões e estados em atenção

Na análise referente à Semana Epidemiológica 22 (31 de maio a 6 de junho), o levantamento aponta que 11 estados e o Distrito Federal apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave, em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.

Os estados listados em atenção são Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo, segundo o boletim.

Além desses, as demais 16 unidades da Federação mostram interrupção ou queda na tendência de longo prazo, mas 12 delas ainda mantêm níveis de alerta ou risco, o que exige monitoramento constante.

Dados que preocupam e contexto

Até o momento em 2024, foram registrados 3.591 óbitos por SRAG, número que reforça a necessidade de medidas de saúde pública e de proteção individual.

A relação entre a queda das temperaturas e o aumento de casos aponta para um cenário típico de maior circulação de vírus respiratórios, especialmente em locais com ventilação pobre e aglomerações.

Perfil dos vírus e faixas etárias afetadas

As análises laboratoriais apontam perfis distintos conforme a idade, com impacto direto nas estratégias de prevenção e vacinação.

Segundo o boletim, VSR é o principal causador do aumento de SRAG em crianças de até 4 anos, enquanto rinovírus predomina entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos.

Nas últimas semanas, a influenza A tem sido a principal causa de SRAG em jovens, adultos e idosos, e a influenza B tem apresentado crescimento, impactando principalmente as faixas etárias de 5 a 14 anos e de 15 a 49 anos.

O que fazer, prevenção e vacinação

Diante do cenário, especialistas recomendam medidas simples e eficazes, que reduzem o risco de transmissão e de evolução para quadros graves.

Lavar as mãos com frequência, usar máscara em unidades de saúde e em ambientes fechados com pouca ventilação e isolar-se ao apresentar sintomas gripais ou de resfriado são atitudes essenciais.

Quando o isolamento não for possível, o uso de máscaras de alta proteção, como N95 ou PFF2, é recomendado para reduzir o risco de contágio de outras pessoas.

A vacinação é apresentada como a principal aliada, reduzindo as chances de formas graves e óbitos, por isso, ampliar a cobertura vacinal contra influenza e, quando disponível para grupos elegíveis, contra VSR, é fundamental.

O boletim InfoGripe e a Fiocruz reforçam a necessidade de atenção redobrada em locais com maior circulação viral, e a adoção de medidas individuais e coletivas para proteger crianças, adultos e idosos.

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