Levantamento aponta variação de até 2.433,59% entre farmácias da capital, com exemplos reais e orientações do Procon-SP para reduzir gastos com remédios
Uma mesma caixa de medicamento pode custar dezenas de vezes mais dependendo da farmácia onde é comprada, o que pesa no orçamento de famílias que precisam seguir tratamentos contínuos.
A pesquisa do Procon-SP mostra diferenças expressivas entre estabelecimentos na cidade de São Paulo, e destaca que a pesquisa de preço é uma ferramenta simples para reduzir despesas com saúde.
Informações e números do levantamento foram divulgados pelo Procon-SP e repercutidos pela Gazeta Nordestina, confira detalhes e dicas a seguir, conforme informação divulgada pelo Procon-SP e pela Gazeta Nordestina.
Variações comprovadas, exemplos e números
O órgão aponta que a variação de preço pode chegar a 2.433,59% em São Paulo. Um exemplo citado mostra um medicamento para disfunção erétil vendido por R$ 98,05 em uma farmácia da zona norte, e por R$ 3,87 em uma da zona sul, diferença que ilustra o impacto da pesquisa de preço.
Outro caso destacado no levantamento é um remédio para hipotireoidismo, com preço variando entre R$ 10,73 e R$ 41,43, valores que podem alterar a continuidade do tratamento para quem arca com os custos.
Genéricos, economia e qualidade
De forma geral, o estudo confirma que os medicamentos genéricos são consistentemente mais baratos que os de referência, os chamados de marca. Em média, um genérico pode custar 63,05% menos, o que representa uma economia relevante para quem opta por essa alternativa, quando autorizada pelo médico.
A escolha por genéricos pode reduzir gastos sem comprometer o tratamento, desde que o paciente discuta a opção com o profissional de saúde e verifique o registro na Anvisa.
Dicas práticas do Procon-SP para economizar
O Procon-SP recomenda pesquisa de preços antes da compra, verificação de programas sociais que ofereçam gratuidade ou desconto, e checagem de benefícios em planos e seguros de saúde.
Também vale conferir programas de fidelidade de redes de farmácias, e sempre verificar registro na Anvisa, lote, prazo de validade e fabricação, para garantir segurança e custo-benefício na compra.
Metodologia da pesquisa
O estudo do Procon foi realizado em dez farmácias e drogarias na cidade de São Paulo nos dias 19 e 20 de maio, abrangendo também outros dez municípios do estado e dez sites de grandes redes. Foram comparados os preços de mais de 70 medicamentos genéricos e de referência, incluindo antitérmicos, anti-inflamatórios, ansiolíticos, antibióticos, anticoncepcionais, antidepressivos, tratamentos para disfunção erétil, artrite reumatoide e controle de colesterol.
Com os dados em mãos, o consumidor tem margem para economizar, bastando dedicar alguns minutos para comparar ofertas e optar por alternativas mais acessíveis, quando clinicamente indicadas.




